Você já viu anúncios de “MVP por R$ 5 mil” ou “aplicativo a partir de R$ 3 mil”. Nós também. E como fábrica de software que publica preços abertamente há anos, precisamos ter uma conversa honesta sobre essa conta.
O que cabe em R$ 5 mil (spoiler: quase nada)
Um desenvolvedor pleno custa à empresa entre R$ 12 mil e R$ 25 mil por mês. R$ 5 mil compram, portanto, uma a duas semanas de trabalho de UMA pessoa — sem designer, sem testes, sem gestão, sem infraestrutura. Nesse tempo é possível montar um template, uma tela de login genérica e um cadastro. Não é um produto: é um protótipo descartável.
O que um MVP sério exige
- Descoberta e escopo — entender o negócio antes de escrever código (1-2 semanas);
- Design das jornadas críticas — o mínimo que o usuário precisa amar, não o mínimo que dá para entregar;
- Backend real — autenticação segura, banco de dados, API, LGPD;
- Testes e homologação — senão quem testa é o seu cliente, no pior momento;
- Deploy e suporte — o app na loja e alguém para responder quando algo quebrar.
Isso ocupa um time multidisciplinar por 6 a 12 semanas. Fazendo a conta de gente sênior + prazo real, chega-se à faixa que praticamos e publicamos: R$ 30 mil a R$ 80 mil para um MVP enxuto.
O custo escondido do barato
O barato cobra depois: código sem testes que trava na primeira demo para investidor; “entrega” sem código-fonte (você fica refém); retrabalho total quando o projeto precisa crescer. Em 8 anos, refizemos dezenas de “apps de R$ 5 mil” — e o cliente sempre pagou duas vezes.
Como gastar menos do jeito certo
Corte escopo, não qualidade: um MVP com UMA jornada impecável vale mais que dez telas capengas. É exatamente o que a nossa calculadora estima em 1 minuto — e o que detalhamos no guia de contratação, incluindo as red flags de orçamentos milagrosos.

