Software para clínicas é o sistema que reúne agenda, cadastro do paciente, prontuário, convênios, faturamento e comunicação num lugar só. Num sistema para a área da saúde, há uma exigência a mais: boa parte do que passa por ali é dado pessoal sensível na LGPD, então controle de acesso, registro e guarda entram no desenho desde o começo. A Second Mind desenvolve esse sistema sob medida ou integra o que a clínica já usa.
Somos uma fábrica de software fundada em 2018 em Conselheiro Lafaiete/MG, com mais de 80 projetos entregues e atendimento em todo o Brasil. Esta página cobre o que desenvolvemos para clínicas e serviços de saúde, como escolher entre sistema pronto, sob medida e integração, os projetos do setor, o que muda num projeto de saúde, como contratar e o que define o custo. O conteúdo trata de software: não é orientação médica nem jurídica. Conduta clínica é dos profissionais, e a leitura das normas para o seu caso cabe ao jurídico e ao encarregado de dados da clínica.
O que a Second Mind desenvolve para clínicas e serviços de saúde
O pedido costuma começar por uma dor da recepção ou do faturamento: paciente que manda mensagem e ninguém sabe quem responde, horário vago por falta sem aviso, orçamento esquecido, lote de vacina que precisa de controle, guia de convênio refeita. Estas são as frentes em que trabalhamos:
- Agenda e confirmação: horários por profissional e unidade, bloqueios, feriados, agendamento online e confirmação de presença.
- Atendimento pelo WhatsApp: caixa única com fila, distribuição entre atendentes, atalhos e triagem inicial por chatbot.
- Jornada do paciente: CRM sob medida com funil, follow-up, orçamentos, agenda comercial e mapa de cirurgias.
- Prontuário e evolução: anamnese, evolução, objetivos de tratamento e formulários dinâmicos, com o conteúdo definido pela equipe clínica.
- Convênios e faturamento: contratos, procedimentos com TUSS e CID, lotes, notas e relatórios.
- Portal e app do paciente: agendamentos, notificações, confirmação de presença e carteira de vacinação.
- Estoque e lotes: vacinas, laboratórios, lotes e reservas no mesmo painel.
- Equipes em campo: rota no mapa, leitura de rótulo por OCR, evidências e assinatura digital no atendimento domiciliar.
- Integração e painéis: dados da clínica ligados aos sistemas que já estão em uso, por meio de integração de sistemas, com relatórios gerenciais no fim da linha.
Quando o problema é uma tarefa repetida, como confirmar a agenda da semana na mão, a automação de processos pode resolver sem um sistema inteiro.
Sistema pronto, sob medida ou integração: como decidir na clínica
Consultório com fluxo simples raramente precisa de software próprio. A conta muda quando a clínica tem várias unidades, atendimento fora do consultório, regras de convênio ou uma jornada longa até o procedimento. Estes são os caminhos mais comuns:
| Caminho | Quando faz sentido | Cuidados | Exemplo no portfólio |
|---|---|---|---|
| Sistema de mercado para clínicas | O fluxo é padrão e a equipe aceita seguir a ferramenta | Confira exportação de dados, convênios atendidos e como o fornecedor trata dados de saúde | Sem exemplo: se um produto de mercado atende, dizemos isso no diagnóstico |
| Sistema sob medida | Agenda, parte clínica e faturamento precisam andar juntos, do jeito da clínica | Pede validação das telas clínicas com quem atende | PhysioClin, para fisioterapia |
| CRM e atendimento específicos | A dor está antes da consulta: contato, orçamento, retorno e fila do WhatsApp | Separar o que é comercial do que é clínico e definir quem vê o quê | CirurgiaJá, para clínica cirúrgica |
| Integração com o sistema atual | Um sistema de registro funciona bem e falta o resto em volta dele | Combinar com o fornecedor o acesso aos dados e o que cada lado guarda | Maximune, integrada ao Imunoweb |
O guia sistema sob medida ou software de prateleira ajuda nessa decisão. Se a clínica já tem um sistema antigo que trava o crescimento, a modernização de sistemas permite trocar por partes.
Projetos de saúde no portfólio
Os cases abaixo estão publicados com o cliente identificado. Cada link abre o desafio, a solução e as tecnologias.
PhysioClin: clínica de fisioterapia com app do paciente
A Orthophysio, clínica de fisioterapia do Distrito Federal, queria integrar agenda, convênios, parte clínica e faturamento num só sistema e ter um canal direto com o paciente, porque falta custa caro numa agenda cheia. O PhysioClin tem backoffice web com agenda por profissional, procedimentos com TUSS e CID, prontuário com anamnese por região do corpo, evolução, faturamento, notas e lotes. O app do paciente traz notificações e confirmação de presença e está publicado no Google Play e na App Store. Os planos com pagamento online usam Cielo e Sicoob.
CirurgiaJá: do primeiro contato à cirurgia
Na CirurgiaJá, a equipe atendia pelo WhatsApp Web, sem fila nem distribuição, e registrava parte das informações num sistema legado. Era difícil saber em que etapa estava cada interessado. O CRM reúne as conversas numa caixa única e acompanha a jornada com esteira comercial, follow-up, agendas comercial e clínica, orçamentos e mapa de cirurgias. A implantação foi faseada, começando pelo atendimento, e o sistema está em produção, com app para a equipe.
Maximune: clínica de vacinação, do agendamento à vacina em casa
A Clínica Maximune, de Belo Horizonte, tinha o registro de imunização no Imunoweb, a conversa no WhatsApp e nenhuma ferramenta própria para quem vacina na casa do cliente. A plataforma reúne site com agendamento online, portal do paciente com carteira de vacinação, painel com prontuário, estoque, equipes e auditoria, e um app de campo em PWA com rota, OCR do rótulo e assinatura. Ela sincroniza clientes, aplicações e lotes com o Imunoweb e envia lembrete de dose e triagem da véspera pelo WhatsApp Business, com templates aprovados.
PRIS ERP: gestão para farmácias e varejo
Para a PRIS Sistemas, desenvolvemos um ERP para varejo e farmácias, com PDV, estoque, financeiro, cadastro farmacêutico e emissão fiscal. Quem busca desenvolvimento de ERP para o negócio de saúde pode partir desse exemplo.
O que muda num projeto de software para a área da saúde
Um sistema de saúde lida com informação íntima, guarda longa e regras de mais de um órgão. Três temas aparecem em quase todo projeto.
LGPD e dados de saúde
A LGPD classifica o dado referente à saúde como dado pessoal sensível (art. 5º, II) e limita as hipóteses de tratamento no art. 11. Entre elas estão o consentimento específico e destacado e a tutela da saúde em procedimento realizado por profissionais de saúde, serviços de saúde ou autoridade sanitária. A lei também pede medidas de segurança (art. 46), registro das operações (art. 37) e indicação de encarregado pelo controlador (art. 41).
Controlador é quem decide sobre o tratamento; operador trata em nome dele. O guia da ANPD lembra que esse papel se define pelas ações concretas de cada um. Por isso o contrato precisa dizer quem faz o quê. Software sozinho não torna uma clínica adequada, mas pode facilitar o trabalho:
- Acesso por função: por exemplo, a recepção vê a agenda, e a evolução clínica fica com quem atende.
- Trilha de auditoria: quem abriu, alterou ou exportou cada registro, e quando.
- Mensagem enxuta: lembrete de WhatsApp com o necessário para confirmar o horário, sem detalhe clínico.
- Finalidades separadas: dado do prontuário e dado de campanha com regras próprias, definidas com o jurídico antes de qualquer disparo.
- Proteção técnica: tráfego criptografado, credenciais protegidas, backups e acesso mínimo nas integrações.
Prontuário eletrônico e guarda
A Lei nº 13.787/2018 trata da digitalização e do uso de sistemas para guardar e manusear prontuários. Ela exige integridade, autenticidade e confidencialidade do documento digital, com certificado ICP-Brasil ou outro padrão legalmente aceito, e fala em prazo mínimo de 20 anos a partir do último registro para eliminar prontuários. A Resolução CFM nº 1.821/2007 traz normas técnicas para a área médica, liga a eliminação do papel aos requisitos do nível NGS2 e estabelece guarda permanente para prontuários arquivados eletronicamente. A diferença entre os textos é um bom motivo para definir a política de guarda com o jurídico antes de desenhar o sistema.
A Resolução CFM nº 2.299/2021 regula documentos médicos eletrônicos, como prescrição, atestado e laudo. Outras profissões, como fisioterapia e odontologia, devem conferir as regras do próprio conselho.
Convênios, TISS e TUSS
A Resolução Normativa ANS nº 501/2022 define o Padrão TISS como obrigatório para a troca de dados de atenção à saúde entre operadoras, prestadores e outros agentes da saúde suplementar. A troca deve ser eletrônica e na versão vigente. A ANS publica versões novas ao longo do tempo, e a terminologia TUSS faz parte do padrão. Para o sistema, isso significa tabelas atualizáveis e uma rotina clara para acompanhar cada versão, sem depender de reescrever o faturamento.
Como contratar o desenvolvimento do software para clínicas
O processo é o da nossa fábrica de software, ajustado a uma rotina em que o paciente não pode esperar a troca de sistema.
- Diagnóstico gratuito: acompanhamos o caminho do paciente, da primeira mensagem ao faturamento, conversando com recepção, profissionais e financeiro, e mapeamos sistemas e dados.
- Proposta por escrito: escopo, prazo e valor fechado por fase, antes de começar. Papéis de tratamento de dados também entram nessa conversa.
- Sprints com entrega funcional: cada ciclo termina com algo demonstrado. Telas clínicas são validadas por quem atende.
- Implantação por partes: no CirurgiaJá, começamos pelo atendimento via WhatsApp. A migração de cadastros e históricos é planejada à parte, com treinamento da equipe.
- Sustentação e evolução: correções, novas versões de tabelas e novos módulos depois da entrada em uso.
No projeto sob medida, o código-fonte e a documentação são do cliente por contrato. Para quem tem time próprio de tecnologia, o outsourcing coloca nossos desenvolvedores nos seus padrões e repositórios. Portal e app do paciente seguem o mesmo processo, e a página de aplicativos detalha como trabalhamos com mobile.
Quanto custa um software para clínicas
Não há preço de tabela, porque uma clínica de uma unidade e uma rede com atendimento domiciliar pedem sistemas diferentes. O custo sai do escopo.
- Módulos: agenda e atendimento custam menos do que somar prontuário, faturamento e estoque.
- Perfis e unidades: cada função com permissões próprias e cada unidade com regras próprias somam análise e testes.
- Integrações: sistema de registro, WhatsApp, pagamentos e convênios. Sistema sem API encarece.
- App do paciente: publicar nas duas lojas pesa mais do que um portal web ou um PWA, como o app de campo da Maximune.
- Parte clínica: formulários dinâmicos, assinatura digital e regras de guarda exigem mais validação.
- Migração: cadastros duplicados e históricos em papel ou em sistema antigo pedem tratamento antes de entrar.
- O que barateia: começar pela dor maior, manter o sistema de registro que funciona e integrar, e decidir as regras de acesso antes do desenvolvimento.
Cada fase tem valor fechado antes de começar. Para uma ordem de grandeza em poucos minutos, use a calculadora de projetos. Se a dor está no comercial, o guia quanto custa um CRM sob medida mostra quando ele compensa. Todos os projetos estão nos cases.
Perguntas frequentes
Vocês desenvolvem prontuário eletrônico?
Sim. O PhysioClin tem prontuário com anamnese por região do corpo, evolução e objetivos de tratamento, e a plataforma da Maximune traz prontuário no painel. O conteúdo clínico é definido pelos profissionais da clínica. Requisitos de assinatura e guarda são tratados no diagnóstico.
Um sistema deixa a clínica adequada à LGPD?
Sozinho, não. O sistema ajuda com acesso por função, trilha de auditoria e proteção técnica, mas a adequação inclui base legal, contratos, encarregado e rotinas da própria clínica. Esse trabalho deve ser conduzido com apoio jurídico, e o software é desenhado para sustentar essas decisões.
O sistema atende convênios, TISS e TUSS?
No PhysioClin, os procedimentos têm TUSS e CID e alimentam o faturamento em lotes. A troca eletrônica no Padrão TISS com cada operadora é escopo próprio, definido no diagnóstico conforme os convênios atendidos. O sistema precisa acompanhar a versão vigente publicada pela ANS.
Dá para atender pacientes pelo WhatsApp dentro do sistema?
Dá. No CirurgiaJá as conversas chegam numa caixa única, com fila e distribuição entre atendentes. Na Maximune, lembretes e triagem saem por WhatsApp Business com templates aprovados. Vale combinar com a clínica quais informações circulam por esse canal, porque mensagem também trata dado pessoal.
O sistema precisa de selo ou certificação para prontuário?
É uma pergunta para fazer antes do escopo. A Resolução CFM nº 2.218/2018 revogou o artigo que previa selo de qualidade do CFM com a SBIS, mas a Resolução CFM nº 1.821/2007 segue ligando a eliminação do papel aos requisitos do nível NGS2. Se a clínica pretende dispensar o papel, confirme o caminho com o jurídico.
Quanto custa um sistema para clínica?
Depende do escopo: módulos, unidades, perfis, integrações, app do paciente e migração de dados. Depois do diagnóstico gratuito, a proposta chega por escrito com valor fechado por fase. A calculadora do site dá uma ordem de grandeza em poucos minutos.