Software para agronegócio é o sistema que acompanha o caminho entre a propriedade, o armazém e o comprador: quanto há de cada grão, qual lote foi para onde, quem aprovou a venda e que documento segue com a carga. A Second Mind desenvolve esses sistemas sob medida para produtores, cerealistas, cooperativas, revendas de insumos, viveiros, seguradoras e órgãos públicos ligados ao campo. Se um sistema pronto resolver o seu caso, dizemos isso no diagnóstico.
Somos uma fábrica de software fundada em 2018 em Conselheiro Lafaiete/MG, com mais de 80 projetos entregues e atendimento em todo o Brasil. No agro, o portfólio publicado reúne negociação de grãos, subvenção ao seguro rural e produção de mudas. Esta página mostra o que desenvolvemos para o setor, como escolher entre pronto, sob medida ou integração, quais projetos já existem, o que muda num sistema para o agro, como contratar e o que pesa no custo.
O que desenvolvemos em software para agronegócio
A conversa costuma começar numa planilha que cresceu demais: os contratos de venda da safra, o romaneio do armazém, o estoque do viveiro, a lista de propostas de um programa público. Estas são as frentes em que já temos trabalho no setor, ou técnica comprovada em projetos vizinhos:
- Comercialização de grãos: cotação do dia, lances, locais de entrega, conversão entre saca e tonelada e retenção do valor até a carga ser conferida.
- Cadastro de produtores e propriedades: documentos como CAR, ITR e matrícula anexados ao cadastro, com fila de aprovação antes de a pessoa operar.
- Programas, editais e subsídios: regras de distribuição de recurso, análise de propostas, aprovação, pagamento e histórico de cada decisão.
- Produção rastreada por lote: da semente à expedição, com perdas, ajustes de estoque e transferências entre unidades.
- Frete de safra: publicação de carga a granel, disputa por lance, validação de transportadoras e motoristas, rota até a fazenda.
- Coleta em campo: formulários que o técnico preenche no local e que a equipe altera sem programador.
- Painéis e integrações: relatórios gerenciais por unidade ou região e integração de sistemas com ERP, seguradoras e parceiros.
Uma ressalva honesta: gestão de fazenda com talhão, custo por hectare e caderno de campo ainda não aparece nos nossos cases publicados. Se esse é o seu pedido, ele entra como projeto novo no setor, apoiado na base de aplicativos, cadastros e auditoria que já usamos em outros trabalhos. Se um produto de mercado cobrir bem essa rotina, ele tende a ser a escolha mais sensata.
Sistema para o agro: pronto, sob medida ou integração
Comece pelo tamanho da diferença entre o seu processo e o que o mercado oferece. O artigo sistema sob medida ou software de prateleira aprofunda o raciocínio.
| Caminho | Quando faz sentido no agro | O que observar | Referência |
|---|---|---|---|
| Sistema pronto | Rotina parecida com a de muitas propriedades ou revendas: financeiro, estoque de insumos, registro de atividades | Se funciona sem sinal, se exporta os seus dados e se o suporte alcança você na colheita | Produtos de mercado, avaliados no diagnóstico |
| Software sob medida | O negócio depende de regra própria: modelo de comercialização, cadeia com várias unidades, programa com edital | Pede descoberta séria, porque o modelo pode mudar já no protótipo | Gran Futuro e Florescer |
| Integração | Já existe ERP, sistema agrícola ou parceiro externo, e o que falta é ligar as pontas | Definir quem manda em cada dado: produtor, contrato, lote, preço | SEAPA-MG, com seguradoras enviando propostas por API |
Os caminhos também se combinam. Exemplo hipotético: uma cerealista mantém o ERP fiscal, cria um portal próprio para o produtor acompanhar saldo e contratos e liga os dois por APIs. Se o ERP é que já não acompanha a operação, veja a nossa frente de desenvolvimento de ERP.
Projetos de agronegócio no portfólio
Cada projeto abaixo está em uma fase diferente, e informamos a fase de cada um. O detalhe técnico fica no link do case.
Gran Futuro: mesa de negociação de soja e milho
A Gran Futuro aproxima produtores e compradores de grãos. O produtor vê o patrimônio em reais e o estoque por grão e por propriedade. O comprador acompanha a fita de cotações e o livro de ofertas e dá lances. O valor do negócio fica em custódia até a conferência da carga no local de entrega, com uma linha do tempo visível às duas partes. A ideia inicial era uma loja de grãos: nos protótipos, ela virou mesa de negociação. O produto está em desenvolvimento, ainda sem lançamento público.
SEAPA-MG: subvenção estadual ao seguro rural
Para a Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, desenvolvemos o módulo que gere a subvenção ao prêmio do seguro rural. A secretaria parametriza editais, credencia seguradoras, analisa propostas e prepara pagamentos em lote. As seguradoras enviam propostas por API documentada, e toda requisição recebida é auditada. O fluxo foi validado por protótipo com a equipe da secretaria. A primeira sprint já foi entregue, e a API das seguradoras e a etapa final de análise e pagamentos seguem em desenvolvimento. Outros trabalhos com órgãos públicos estão em tecnologia para prefeituras.
Florescer: viveiros de mudas, da semente à expedição
O Florescer atende um programa de mudas para restauração ambiental, com vários viveiros em regiões diferentes. Ele liga espécie, matriz, lote de sementes, perdas, transferências, expedição e histórico de plantio. Viveirista, técnico, gestor e produtor rural têm perfis próprios, e os formulários de coleta mudam sem programação. O sistema está em homologação.
FreteForte e FreteFull: a safra na estrada
A FreteForte é um marketplace de fretes a granel, como grãos e insumos agrícolas, que estamos reconstruindo com o repositório nas mãos do cliente desde o início. O FreteFull usa roteamento próprio que inclui vias internas de fazendas, e o app do motorista segura as ações no aparelho até o sinal voltar. Se o seu desafio é o transporte, veja também software para logística.
O que um sistema para o agro precisa prever
Quem desenha sistema para escritório costuma tropeçar nos mesmos pontos quando chega ao campo. Estes entram na arquitetura desde a descoberta:
- Calendário da safra: plantio e colheita não esperam homologação. Treinamento e virada de sistema precisam cair na janela em que a equipe consegue parar para aprender.
- Sinal irregular: a sede tem internet, a lavoura e a estrada vicinal nem sempre. O app grava no aparelho e envia depois, sem perder nem repetir registros. É o desenho que usamos no iMine, produto próprio para mineração ainda em desenvolvimento.
- Unidades que não batem: saca, tonelada, arroba e hectare convivem no mesmo contrato. A conversão precisa ser regra do sistema, com registro de qual base foi usada no fechamento.
- Documento da terra: o Cadastro Ambiental Rural é registro eletrônico nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais, pela Lei 12.651. Na Gran Futuro, CAR, ITR e matrícula fazem parte do cadastro da propriedade, que passa por aprovação.
- Trânsito e insumos: na pecuária, a movimentação de animais vivos usa a Guia de Trânsito Animal, impressa ou eletrônica. Na revenda, a venda de agrotóxicos ao usuário depende de receituário prescrito por profissional habilitado, salvo as exceções da regulamentação. O sistema pode ligar esses documentos à venda ou à movimentação.
- Fiscal do produtor pessoa física: acima do limite de receita bruta definido pela Receita Federal, o produtor entrega o Livro Caixa Digital do Produtor Rural. O software organiza os lançamentos, e o enquadramento continua com o contador.
- Dinheiro de terceiros: custódia, subvenção e pagamento em lote pedem trilha de quem enviou, quem analisou e quem decidiu.
Como contratar um software para o agronegócio
Seguimos o método da nossa fábrica de software, com o cuidado de ouvir quem está na ponta: o classificador do armazém, o técnico de campo, o comprador.
- Diagnóstico gratuito: entendemos a rotina, as planilhas em uso e os sistemas que já existem.
- Protótipo navegável: as telas são validadas antes do código, como na SEAPA-MG e na Gran Futuro.
- Proposta por escrito: escopo e valor fechado por fase.
- Sprints com entrega funcional: você testa em homologação, com dados reais da operação.
- Implantação e treinamento: com data combinada em volta do calendário agrícola.
- Sustentação: correções e evolução depois da entrada em uso.
No projeto sob medida, o contrato deixa com você o código-fonte e a documentação. Para empresa de tecnologia do agro que já tem produto e time, o outsourcing coloca nossos desenvolvedores dentro da sua rotina. Se a ideia é vender a plataforma para vários clientes, comece por plataformas SaaS.
Quanto custa um software para agronegócio
Não há preço de tabela, porque uma mesa de negociação e um controle de viveiro têm pouco em comum. O custo sai do escopo. O que tende a encarecer:
- app de campo com operação sem sinal e sincronização;
- movimentação financeira, como custódia, split e pagamento em lote;
- integração com ERP, seguradora, banco ou órgão público, sobretudo sem API documentada;
- várias unidades, regiões e perfis de acesso;
- migração de planilhas antigas com cadastros duplicados;
- prazo apertado para entrar antes de uma safra.
O que tende a baratear: começar por uma cadeia ou uma unidade, validar o fluxo em protótipo, manter o ERP que já funciona e usar produto de mercado na parte que não diferencia o negócio. O valor de cada fase fica fechado antes do início. Para ter uma referência agora, use a calculadora de projetos. Os demais trabalhos estão nos cases. Se a sua operação fica na ponta do balcão, veja também software para varejo.
Perguntas frequentes
A Second Mind tem um sistema pronto para fazenda?
Não. Hoje não temos produto próprio para o agro. Desenvolvemos sob medida ou integramos o que você já usa, e, quando um sistema de mercado atende bem, recomendamos que você fique com ele.
O aplicativo funciona na lavoura, sem sinal de celular?
Dá para projetar assim. O registro fica salvo no aparelho e sobe quando a conexão volta. Usamos essa lógica em projetos de outros setores, como o app do motorista do FreteFull e o tablet embarcado do iMine, e ela se aplica a apontamentos de campo.
Dá para integrar com o ERP ou o sistema agrícola que já uso?
Na maioria dos casos, sim, por API, arquivo ou banco de dados. O diagnóstico verifica o que o fornecedor oferece. No sistema da SEAPA-MG, por exemplo, as seguradoras enviam propostas por API documentada.
Um sistema sob medida resolve as obrigações do produtor rural?
Ele ajuda a organizar dados, documentos e lançamentos, mas não substitui contador, agrônomo ou veterinário. As regras de cada obrigação são confirmadas com esses profissionais antes de virarem regra no sistema.
Quanto custa um sistema para o agro?
Depende de módulos, integrações, operação sem sinal, movimentação financeira e prazo. Depois do diagnóstico gratuito, a proposta chega por escrito com valor fechado por fase. A calculadora do site dá uma primeira ordem de grandeza.
De quem é o sistema depois de pronto?
No projeto sob medida, o contrato deixa o código-fonte e a documentação com o cliente. Assim a empresa pode evoluir o sistema com a equipe que escolher.